Vamos Brincar de Índio!!!!

Comecei esse blog para compartilhar as idéias de presentes que eu dou pra Ana, já que sou dinda de primeira viagem, exagerada e obcecada por artigos infantis. Amo dar presentes diferentes.

E de todos os presentes que eu encontrei, esse foi, sem sombra de dúvidas o mais lindo e legal. Deu um trabalhããão, mas valeu a pena!!

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Eu amo essas cabaninhas tipo de índio.. Já tinha feito um post com várias fotos que eu coleciono, nas minhas pesquisas no universo infantil. Até que encontrei a Alba Barbosa, que transformou a minha cabaninha dos sonhos em realidade.

As meninas foram umas fofas e me deram várias sugestões de tecidos, um mais lindo que o outro. Queria alguma coisa floral – sou louca por estampa liberty, lembram? – nas cores rosa e turquesa, que são as cores do quarto da Ana. Escolhemos 5 estampas diferentes, sendo quatro florais  e uma listra. O resultado não poderia ter sido mais perfeito.

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O problema foi embarcar a Cabana pra Suiça, mas o pessoal da Alba Barbosa fez uma capa especial, que ficou ótima e prática para guardar a cabana depois. Ela monta e desmonta super fácil!IMG_3792 IMG_3805

Aproveitamos os retalhos de um dos tecidos escolhidos e fizemos também essa asa de anjo. Não é uma fofura???

A Ana amou!!! Minha irmã disse que ela vive carregando os brinquedos dela lá pra dentro. Acho que substitui a casinha de bonecas e deixa o quarto das crianças lindo e divertido!!!

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Elas são feitas por encomenda e portanto, nas cores que vocês quiserem. Dá pra fazer para meninas ou meninos.

Pra quem quiser conhecer é só entrar em contato com o pessoal da Alba Barbosa no telefone  011- 2649-9165. Ou direto pelo site www.albabarbosa.com.br .

Bebê a Bordo: Bye Bye

Como adiantei em outro post, não fizemos nosso roteiro pensando no que seria legal pra uma criança. O objetivo de contar sobre essa viagem aqui no blog foi justamente para mostrar como é a experiência de viajar durante 17 dias com um bebê de 20 meses, já que foi uma experiência nova pra gente também.

Além da Ana, estávamos viajando em 6 pessoas: meus pais, minhas duas irmãs e meu cunhado. Viagem comprida em família, apesar de divertida, é muitas vezes cansativa. É muita gente com muita intimidade, com gostos diferentes, interesses diferentes e principalmente ritmos diferentes.

Tem stress, tem briga, tem pavio curto mas também tem muita coisa boa. E o que eu posso dizer ao final dessa experiência, é que apesar de todos os problemas, o resultado foi muito positivo. Fizemos uma viagem em que conhecemos lugares maravilhosos e vivemos experiências incríveis.

Mas nada se compara ao fato da presença da nossa baixinha, que mesmo quando dava trabalho, tornou nossos dias mais doces, mais alegres e muito mais divertidos. Viajar com uma criança como a Ana, foi maravilhoso e com certeza ensinou muitas coisas diferentes para cada um de nós.

Que venham as próximas!!!

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Ainda tenho muita coisa pra contar da viagem, de lugares que conhecemos e experiências que vivemos, mas agora, só quando eu chegar no Brasil…

Bye Bye

Bebê a Bordo: Alimentação

Muita gente me perguntou sobre alimentação da Ana durante a viagem. Não sou expert no assunto mas observei e questionei minha irmã e meu cunhado em relação a isso.

Não tem jeito, o bebê sai da rotina e a alimentação também.  No café da manhã ela comia iogurte com cereais e frutas.

Antes de sairmos para qualquer passeio os pais dela passavam em algum supermercado e compravam frutinhas orgânicas embaladas em potinhos, papinhas e esses suquinhos/papinhas.IMG_6883 IMG_6886

As papinhas nem sempre ela queria, mas esses suquinhos… tomava sempre que oferecíamos e queria sempre mais de um.

Na verdade é um tipo de papinha liquida. Não substitui uma refeição, mas era um ótimo lanchinho. Tem com e sem açucar, doce e salgada e vende em farmácias e supermercados. E o melhor é que são orgânicas e saudáveis. Muito prática!!

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Tem também esses biscoitos de arroz, que aqui vendem com sabor. Também era um ótimo snack que ela queria sempre.

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No mais, a Ana já come comida então durante o almoço e o jantar os papis dela sempre tentavam dar um pouco da comida deles como carne, frango, vegetais.E ela sempre comia um pouco. :)

Bebê a Bordo: As Catedrais

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Durante a viagem descobrimos que um dos melhores programas de adultos para crianças muito pequenas é visitar as catedrais. Rs! Isso mesmo, igrejas e catedrais!!!

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Aqui na Inglaterra tem inúmeras, uma mais linda que a outra. São edificios suntuosos e impressionantes, e a Ana tem se divertido bastante por lá. Tirando a Westminster em Londres que é uma lotação, todas as outras foram um sucesso!

Assim que entramos a Ana já olha para o teto, altííísimo e aponta. Acho que já desenvolveu a noção de altura. É uma coisa de fofa, aquele pingo de gente olhando e apontando para o alto.

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IMG_5056Pega o folheto, dá uma olhada..

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Depois já parte em disparada pela nave central…

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Para num banco qualquer, sobe no banco, desce do banco, sobe no banco, desce do banco.. Quando chega ao altar que sempre tem alguns degraus é uma festa… Sobe degrau, pula degrau, sobe degrau, pula degrau.. Isso umas 20X sem parar.

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Nas catedrais também sempre tem algumas rampas que viram pistas de corrida: sobe rampa andando, desce rampa correndo a todo vapor!!! Não para um minuto.

O mais fofo é que depois da terceira catedral, ela também ja aprendeu que não pode fazer barulho. Quando escapa um grito qualquer, olhamos pra ela e falamos shhhhiiiii e ela imediatamente põe a mão na boquinha com o dedo repetindo o gesto.

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As catedrais aqui geralmente tem pátios enormes  ou estão localizadas em lindas praças, sempre com um gramadão, o que também é motivo de diversão.

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Em Ely tinha um gramado cheio de patinhos. A Ana adorou!!!

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Outra coisa boa, é que os banheiros são bons e geralmente tem trocador. No entanto, em Salisbury aconteceu um terrivel acidente. Bem no meu turno de cuidar dela – a gente se divide, enquanto um vê a catedral, o outro fica curtindo as brincadeiras com ela – senti um cheirinho esquisito. Quando levantei a saia do vestido para conferir, estava toda manchada… Era tanto cocô que ja tinha vazado. Chamei a mamãe, porque afinal sou dinda e nessa hora não sei o que fazer :P  Não dava tempo de procurar um banheiro, então levamos ela para um cantinho e num trabalho de equipe muito rápido e eficiente, mamãe e papai fizeram a troca lá dentro mesmo. Ainda bem que nenhum padre apareceu por lá…Rs!

Na última catedral que visitamos, de Gloucester ( a mais bonita na minha opinião) um coral adolecente começou o seu ensaio. A Ana ficou encantada de ouvir música, a mais linda do mundo, dentro da catedral. Sentou na escadinha e ficou admirando, apontando o dedinho para o coro o tempo todo e mostrando para todos a beleza do momento.

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Uma hora não se aguentou e começou a dançar. Coisa mais linda.

Portanto, independente da sua religião, coloque catedrais no seu roteiro, afinal, elas são uma lição de arte, arquitetura e história e uma ótima diversão para as crianças.

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As catedrais e igrejas que visitamos foram St Paul e Westminster em Londres, Kings College Chapel em Cambridge, Canterbury, Ely,  Salisbury, Winchester, igreja em Stratford-Upon-Avon, Gloucester e a igrejinha de Dowton Abbey em Bumpton.

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Bebê a Bordo: Londres, o Metrô

imagesEm Londres o metrô não chama Subway, chama Underground.

Utilizamos o underground algumas vezes e confesso que achei complicadinho. Talvez porque eu não esteja acostumada com o metrô daqui, mas achei as sinalizações meio complicadas. De qualquer forma, nada que um inglês gentil não possa te auxiliar. Sério, impressionante como eles são gentis e solícitos.

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O nosso maior problema foi com as escadas. A maioria das estações tem escadas rolantes, mas algumas não. Com certeza tem um elevador, mas na correria, não procurávamos e o jeito era carregar a Ana igual a rainha de sabá. Carrinho no ar, um segurando atrás e dois na frente. Funcionou, mas não foi super prático.

Como em todo lugar do mundo, algumas estações são mais cheias, outras mais vazias. Mas ninguém reclamava ou olhava feio para o carrinho ocupando mais espaço. Dá pra usar tranquilamente. E assim como em Paris, tem metrô pela cidade inteira. Mais rápido e mais barato para chegar nos lugares.

Bebê a Bordo: Londres, Parte 3, os perrengues

 

db46927c530cb5be22919dc6707e2a29Essa coisa de sair da rotina muda o comportamento do bebê. Percebemos que a partir do terceiro dia a Ana passou a apresentar uma certa irritação. Acordava das naninhas no meio do dia chorando muito e só querendo colo de pai e mãe, o que os deixaram exaustos. Tivemos que desistir de alguns passeios no meio da visita. Mas já sabíamos que isso poderia acontecer.

Visitar Notting Hill  foi complicado. Como o bairro só tem lojinhas de rua que não são calçadões, a criança tem que ficar no colo ou no carrinho. Dentro das lojas tem muitos objetos que podem quebrar e por isso a atenção  tem que ser redobrada. Melhor deixar a vida bohemia de Londres para quando estiverem sem as crianças.

Em contrapartida tem algumas lojas infantis muito fofas, com roupinhas e brinquedos que só vendem lá. Uma fofura.

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Fizemos alguns outros passeios que não foram legais pra Ana e nem para os pais dela. Visitar a Westminster, a catedral onde a Kate e o Willian se casaram exige uma certa paciência na fila. É muuuuuito longa, mas anda. Nessa hora a Ana fez uma naninha e foi tudo bem. A igreja é linda, mas diferente da St Paul, é muito lotada e muito maior, com entradas para várias capelas e alguns ambiente diferentes. Não dá para deixar a criança livre, leve e solta correndo por lá, elas podem se perder. Quando acordou a Ana nao queria mais ficar no carrinho. Ficou um pouco no colo do papai, que teve que deixar a catedral antes de todo mundo, porque chega uma hora que a pequena pesa. Tem também algumas escadas, o que dificulta a subida com os carrinhos.

Outros dois programas que não recomendo fazer com crianças de colo são as visitas aos Palácios de Buckingham e Windsor.

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O Palácio de Bucnkingham foi um caos. Não pode entrar com o carrinho, devido a quantidade de escadas que tem lá dentro. Tem um parking pra deixar os carrinhos e pegar depois. A criança tem que ficar o tempo todo no colo, pois é impossível controla-las para não atravessarem as cordas que delimitam os lugares proibidos. Imagina se a criança quebra um abajur da rainha? Rs.. Além disso, a visita só vale com o phone de ouvido que guia a visita e é claro que quem está com a criança não consegue colocar no ouvido… Ou seja, passa pelos cômodos e apenas vê as coisas bem rapidamente enquanto controla a criança que parece que sente que não pode tocar em nada e fica incontrolável. O phone do Felipe virou um brinquedo nas mãos da Ana, que passava os fios pelo pescoço, rodava no ar, arrastava no chão… Até levar uma bronca do guarda! O papai da Ana parecia que tinha voltado de  uma guerra quando saiu de lá… Mas, para consolo final tem uma salinha para as crianças brincarem, desenharem, pintarem… Foi a única hora que o papai conseguiu relaxar e a Ana se divertir. Tem fraldário também e deu pra fazer a troca dela lá.

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No Palácio de Windsor, onde a rainha costuma passar os finais de semana, foi só um pouquinho melhor… Parte da visita é feita pelos arredores e jardins do castelo, então dá para a criança ficar no chão, correr e brincar… Mas na hora de ver a parte interior do castelo, é a mesma coisa: alguém tem que abrir mão do passeio e ficar de olho na criança…

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Essa foto tiramos alguns minutos antes de fazer a troca da fralda, que foi alí mesmo, numa graminha do lado desse guardinha. Foi muito engraçado!! Tinha certeza que ele ia mudar a feição e fazer uma cara tipo: que absurdo!!! Mas nada… Ele nem se moveu. rs!

Os palácios são lindos e além da parte históricas tem toda a beleza dos cômodos, objetos de arte e curiosidades da família real. Valem muito a pena, desde que seus filhos tenham idade para entender que nao podem tocar em nada. Muito legal ver onde a rainha mora e passa seus finais de semana. Mas esqueçam se estiverem com um bebê. Deixem para a próximas vez.

Bebê a Bordo: Londres, Parte 2

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Hoje deixamos Londres e depois de 5 dias não vimos uma gota chuva!!! A viagem foi incrível e posso dizer que fizemos bastante coisa, considerando que temos um bebê a bordo. No entanto, passamos por alguns perrengues também.

Vou dividir os posts com os programas que fizemos e deram certo e com os que eu não faria com uma criança de quase 2 anos, no próximo.

Lembrem que eu sou dinda, heins? Não sou mae.. E por isso minha visão é um pouco diferente. Mas depois, minha irmã, a mamãe da Ana vai escrever sob seu ponto de vista ok?

Conseguimos visitar todos os pontos turísticos:

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Roda Gigante: Não andamos, achamos que seria meio chato pra Ana ficar dentro daquela cabine, já que ela roda muito devagar. Pra crianças maiores, deve ser muito legal ver Londres lá de cima. Embaixo tem um parque por onde a Ana pode correr bastante e se divertir pra valer. Tem ainda um carrossel que é sempre legal para os pequenininhos. Abre as 12:00.

Naquela região tem várias atrações para as crianças maiores como o Aquário e London Dungeon. Caminhando em direção ao parlamento temos também a vista mais linda de Londres e dá pra tirar várias fotos do maior símbolo turístico da cidade: O Big Ben.

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Pela ponte que liga os dois lados da cidade tem sempre uns escoceses vestidos a caráter e tocando o instrumento típico da Escócia. A Ana também adorou!

Fomos a Pubs no final da tarde, todos os dias e não tivemos nenhum problema. Mesmo quando ela desistia do Ipad, nos revezávamos atrás da pequena que ás vezes queria dar uma voltinha e  um Hello para os bêbados de plantão.

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 Outros passeios legais para fazer com criança em Londres:

  • Madame Tussauds;
  • Passeio de Double Decker bus pelos pontos turísiticos principais;
  • Passeio no Taxi Harry Potter;
  • Museu de História Natural;
  • Tower Bridge/Tower of London;
  • Troca da Guarda No Buckingham Palace. Tem que chegar cedo;
  • Lion King Musical;
  • Um pouco afastado de Londres mas vale a dica. É o Lego Land, que fica em Windsor.
  • Para kids que amam futebol: estádio do Chelsea e Stamford Bridge.
  • Hamleys, a maior loja de brinquedos do mundo – depois vou fazer um post sobre ela.IMG_4582

No próximo post vou contar os perrengues, tá?

 

 

Bebê a Bordo: A Mala

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Enquanto todo mundo embarcou pra Londres com uma mala, a Ana veio com duas (fora sua super bolsa do dia a dia que deve pesar uns 10kls.. rs

Na hora de arrumar a mala, eu, dinda e minha irmã, mãe, nos dividimos.

Eu pensei na parte do visual fofo dela, enquanto minha irmã pensou na parte prática. Eu queria trazer todos os vestidos novos da Dindicas, sapatos, laços e frufrus em geral. E minha irmã queria trazer roupas práticas, fáceis de lavar caso fosse necessário, que não precisasse passar e escuras em geral, já que a Ana está com mania de comer por conta própria e se suja muito.

Serão 15 dias de viagem, então fizemos o seguinte: escolhi 17 vestidos, que são práticos por serem uma peça só e 5 casaquinhos que combinam com todos para ela usar durante o dia e ficar linda nas 200 mil fotos que tiramos todos os dias. Já minha irmã trouxe 17 leggins com blusas de manga comprida que ela usa depois do banho e já aproveita para dormir. Trouxemos a quantidade certa, para não precisar lavar.

O trench coat parecia uma frescura minha, que queria minha afilhada com a cara de Londres. Mas no final a peça é super prática também. Se sujar basta passar um paninho, já que é impermeável. Seca em 5 minutos.

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Trouxemos ainda 3 meias calças para o caso de esfriar e uns 7 lacinhos que comiam com tudo.

A outra mala veio cheia de brinquedos dela. Afinal são muitos dias fora de casa fazendo programa de gente grande.

No final, deu tudo certo e a Ana está todos os dias linda com os vestidos que vcs vão ver na Dindicastore assim que eu voltar.

Bebê a Bordo: Londres, parte 1

d4a62ecdaf705d5cf9e220cb1f163c0fComeçamos o dia as 9:30 da manhã caminhando do museu Tate Modern em direção a Catedral de St Paul. A Ana adorou olhar o rio Tamisa e como está começando a falar as primeiras palavras nao cansava de apontar os “bacos”. Andamos por um calçadāo por onde ela pode corer bastante – ela adora se livrar do carrinho e partir em disparada.

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Quando fomos entrar na igreja, tinha fila para comprar o ticket, o que é claro, ela ignorou completamente. Ao ser barrada pela mamae abriu um berreiro. Agora, vcs conseguem imaginar a altura de um berreiro ampliado pelo eco de uma igreja tão grande? Parecia que a gente estava chicoteando… Bom, nessa hora, nao teve outro jeito: a mamāe calmamente pegou ela no colo e a retirou do local até ela se acalmar. Cinco minutos depois, ela já voltou correndo e sorridente St. Paul adentro.

A catedral é linda, a princesa Diana casou lá. Vale a pena pagar 17 Libras. Criança bem pequena não paga e para os maiorzinhos tem uns planos família. A igreja é bem turística e dá pra deixar a criança solta pelos corredores. É claro que tem que controlar os gritos altos.. Nada que um shhhhhi com dedinho na boca não resolva. Ás vezes escapa um e alguma senhorinha te olha com aquela cara de “porque você trouxe uma criança pra igreja?” Mas tudo bem, um sorrizinho fofo da criança muda na hora a carranca da senhorinha emburrada.

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Paramos para almoçar em um restaurante fofo e delicioso chamado The Folly. O lugar é lindo, a comida gostosa (um pouco apimentada) e o principal: crianças são bem vindas. Tinha várias outras por ali. Ela aceitou ficar no cadeirão em troca do direito de usar o Ipad. Pois é, apesar de não ser aconselhável o tablet para crianças tāo pequenas, na hora das refeições é um santo remédio. Caso contrario, alguém nāo vai conseguir comer e terá que ficar correndo atras. Nesse restaurante o banheiro era ótimo e foi o lugar escolhido para a troca da pequena. Optamos por sempre almoçar em algum restaurante bacana até por isso, já que o jantar é sempre no hotel.

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O programa da tarde foi conhecer o acervo do Tate Modern, o museu mais famoso de Londres. Vocês devem achar que é um programa meio chato pra criança, mas achamos muito legal introduzir arte e cultura desde cedo. O museu é super moderno, tem rampas enormes para a criança correr e uma lojinha no final com muitos artigos infantis: desde de roupinhas, material escolar até livros incríveis e lindos para a criançada.

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IMG_4166 Valeu super a visita e no final a pequena até deu uma apreciada nas obras mais importantes da exposição.IMG_4136IMG_4144

Como o museu é bem cheio, o papai ficou de olho na pequena enquanto o resto da família olhava o acervo com obras modernas e contemporâneas com direito a vários Picassos, Dali, Turner e outros. Pulamos as exposições temporárias de Malevich e Matisse. Como já falei, não dá pra ver tudo, então optamos por ver o acervo. Cabe lembrar aqui que o adulto é responsável pela criança e deve cuidar para que ela não toque as obras de jeito nenhum e nem ultrapasse as áreas delimitadas pelo museu. Acho horrível quando dispara um alarme e você vê um pai ou uma mãe com cara de paisagem com a velha desculpa de que se trata de criança. O responsevel é você!!! A Ana já sabe que não pode encostar, e mesmo assim ficamos de olho o tempo todo.

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Ao sair da exposição já estávamos exaustos. A Ana não parou um minuto: correu de um lado pro outro, parou pra brincar com umas pequenas norueguesas, deitou no chão, subiu e desceu a rampa do museu em alta velocidade 20x, tirou foto com um casal japonês que achou ela muito bonitinha…

A sorte é que Londres tem um pub em cada esquina e essa foi a hora de dar uma relaxada e esperar até a hora de jantar. Hora de se jogar numa cadeira e experimentar todas as cervejas locais. E pra ter um pouco de sossego, carrinho e Ipad!!!! Ufa….

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Esqueça os restaurants estrelados e badalados da cidade. A possibilidade de sair do hotel para jantar é inexistente. De qualquer forma engana-se quem acha que nessa hora o Ipad nos salvou, como de costume. A bateria acabou e ela não parou no cadeirão. Assim, enquanto o papai comia, a mamãe corria atrás, e quando o papai terminou, foi hora da mamãe comer, enquanto o papai finalmente levou a pequena para dormir.

O bom é que uma vez na cama, ela também desmaia e dorme a noite toda, pra acordar no dia seguinte  feliz e com a bateria zerada, pronta para as emoções do segundo dia…

 

 

Bebê a Bordo: Expectativas de Viagem

Somos uma familia que viaja muito junto. E quando viajamos procuramos conhecer muito bem os lugares pra onde vamos. Já fomos pra Austrália, Nova Zelândia, Africa do Sul, Camboja, Thailandia, Europa em geral…. Sempre acordando cedinho e indo dormir bem tarde, sem descanso, pra dar tempo de conhecer tudo… Ufa!!!

Mas essa viagem começou diferente… temos uma nova integrante nas nossas excursões. Continuamos acordando cedinho, mas  diferente das outras viagens, vamos dormir cedinho também. No final de um dia como hoje (aqui são 18:45) tudo o que a gente quer é cama!!!!

A nova integrante em questão tem 1 ano e 8 meses e muuuuita energia!!!

Escolhemos a Inglaterra porque era um país que queríamos conhecer. Não fizemos o roteiro pensando no que seria legal pra ela. Ao contrário, integramos Ana à nossa rotina,  aos nossos programas e ela está adorando. No final das contas ela não vai ter lembrança de nada. O que vão ficar são as histórias que vamos contar pra ela mais tarde e as fotos. Por isso, tirem muuuuitas fotos.

Uma coisa muito importante quando se viaja com um bebê, é diminuir as expectativas. Se você é como nós e realmente gosta de conhecer e aproveitar o lugar visitado, se prepare emocionalmente e planeje muito bem sua viagem antes.

Veja quais são os lugares imperdíveis que vocês não podem deixar de ir e os lugares que você gostaria de ver. Você provavelmente vai conseguir no máximo cumprir metade do roteiro planejado. E está tudo bem. O ritmo com um bebê a bordo é totalmente diferente. Bebê cansa, bebê chora, bebê tem que comer, trocar.. Bebê quer colo, bebê quer correr pela rua.. Enfim, bebês tem vontades e necessidades próprias e não adianta lutar contra isso.

Sabe aquela visita de 3 horas que você costumava fazer no maior museu da cidade? Vai durar no mááááximo 1 hora e meia. E olha que estou sendo otimista.

Outra coisa muito importante é ter paciência, disposição, agilidade, preparo físico e muuuuita atenção. Criança que começou a andar, não quer ficar no carrinho. Quer colo ou chão. No caso do colo nos dividimos pra carregar a chumbinho de 12kls por aqui. Mas às vezes, ela quer colo de pai e mãe. Não adianta. O bom é que na maior parte do tempo, elas querem mesmo é correr por aí. Por isso inclua nos passeios lugares que tenham calçadões , igrejas, lugares sem carro (a Ana já sabe que quando estamos numa calçada ao lado de uma rua com carro, é colo ou carrinho… pode chorar, espernear, mas não tem negociaçāo). Eles andam sem sentido, pra onde der na telha.. param pra ver uma florzinha, pra correr atrás de uma pomba, pra sentar num degrau.

A atenção tem que ser redobrada quando a criança está livre, leve e solta no chão. Por aqui tem sempre alguém responsável por ficar de olho nela 100% do tempo, sem piscar, sem olhar obra de arte ou ponto turístico. É olho na baixinha o tempo todo e muita disposição pra correr atrás. Meu Deus, como eles são rápidos.

Bom, essas são algumas das considerações iniciais. Você provavelmente acabou de desistir de viajar com uma criança.

Mas quando você escuta essa gargalhada e vê a felicidade dela correndo, descobrindo e se divertindo com tanta novidade, você vê que vale a pena.

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Que vale a pena não cumprir o roteiro, que vale a pena o cansaço físico e emocional.. Afinal, o melhor da viagem é a companhia dessa pequena que trouxe um novo ritmo e um novo olhar pra coisa mais deliciosa do mundo, que é viajar!!!

A noite conto o nosso roteiro e como foi nosso dia ontem!!!

Ps: Primeira vez que venho a Londres e não vou sair pra jantar num restaurante badalado. Jantar agora é no hotel, com um bom vinho ou muuuuita cerveja pra finalmente relaxar. Quer dizer, relaxar um pouco, porque a qualquer momento ela vai sair correndo pelo restaurante…. mas essa experiência eu conto amanhã. Boa Noite!!!